Vivemos uma eterna dialética, um verdadeiro confronto entre pessoas distintas que habitam em cada um de nós. O que permitirá qual irá se mostrar mais apta a viver e se relacionar é a sua humanidade a qual, inclui a capacidade de amar.
Ao ler as palavras de Rubem Alves logo me vem à mente o seguinte trecho de Drumond: “... A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade....”. E porque não dizer que nos dias atuais além da felicidade perde-se também o amor, a capacidade de amar, e as oportunidades que a escolha do “...começar sempre...”, nos traz?! Acho que enquanto os dilemas estiverem restritos a situações teóricas, a razão será soberana, mas toda a vez que alguém nos sensibilizar, tocar, mexer, balançar, as emoções vão assumir o comando. Estabelece-se então o conflito: Razão X Emoção. Mas, qual a verdadeira função das emoções em nossas vidas? Acredito que seja avalizar, qualificar, validar o sentido que empregamos às nossas escolhas. Por isso que o livro de Proverbios nos adverte que: “Para tudo o vivemos, ou melhor, de tudo o que nos dispomos a viver, o que há de mais valioso, precioso e devemos reter, guardar é o nosso coração”. Pois, ao contrario do que o mundo prega, ele sim, é a fonte de toda nossa razão, sabedoria.... Com ele somos capazes de tomar decisões e escolhas; escolhas estas que são verdadeiros mandamentos para quem serve a um Deus que dá o seu único filho em sacrifício por amor. Eu sei que não se pode comparar, muito menos dimensionar os sentimentos, principalmente quando não o sentimos ou quando não são os nossos sentimentos, mas, se há em mim alguma credibilidade, se minha vida é um livro sendo escrito por esse Deus que me concedeu a Biblia como parâmetro, se em meus estudos tenho a oportunidade de conhecer o dom do amor descrito em coríntios 13. Como não questionar a qualidade do “amor” desprendido nos dias atuais!?
O elemento mais vital, a componente mais necessária a cada um de nós, aquele de que mais carecemos desde o primeiro instante em que fomos colocados no mundo, é o amor. Porém, em nome do amor são cometidos os crimes mais bárbaros e ignóbeis. O homem mata a mulher; pais matam filhos; acusações e julgamentos descabíveis acontecem dia-a-dia nos mais diversos e íntimos relacionamentos... Questionado sobre o amor nos "tempos atuais" Luiz Sommville diz que: "...Não é preciso ser inteligente para se perceber que estes aparentemente não amam, desconhecem o amor ou nunca leram sobre o amor...." Eu completo dizendo que estes apenas conjugam o verbo amar e/ou permitiram que seu amor, aquele comentado lá no inicio do texto, adoecesse. Sommvile ainda diz que: "... o amor precisa ser algo que transporte o ser para um mundo de conforto e bem-estar sem precedentes, dotando-o duma energia geradora dum novo e inconfundível estado do ser. Ampliando e espargindo a visão da alma única que é amada e vincando, fortalecendo, a bondade daquele que ama e daquele que é amado. Assim, todo o amor no qual o esteio dessa bondade não se fortalece não é merecedor da palavra que o representa...". A definição de Sommvile ajuda a evitar a confusão e sobretudo o engano, e deste modo fica mais claro, e mais fácil de detectar, a ausência da bondade e o domínio do antônimo que lhe corresponde : a maldade.

Esses dias dona Dulce me apareceu com o seguinte texto, que hoje, retalho aqui.
A bíblia nos ensina em 1º João 4:18 que: "Fomos criados por Deus para o amor. Uma pessoa verdadeiramente autêntica é alguém que não bloqueou o amor de Deus em sua vida. Nela, há plenitude, há alegria, há compreensão, há aceitação de si mesma e do outro. E ali não existe o medo, que tantas limitações traz, pois o verdadeiro amor lança fora o temor".
A psicologia e o pastor Daniel Rocha, já nos permite decifrar que ...Quando encontramos alguma pessoa “difícil” pela frente, não significa que ela não tenha amor – ela tem, mas o seu amor está adoecido. Afinal, o que é o orgulho, senão o excesso de amor-próprio que não consegue olhar o outro? O que é o ressentimento senão o amor que se recusa a perdoar? Que é a baixa auto-estima senão o amor que perdeu a capacidade de aceitar-se com todas as suas limitações?
Agora preste muita atenção ao processo de cura sugerido pelo Pastor: ...Começamos a sarar quando nos rendemos a Deus quando aceitamos a nós mesmos sem medo de enfrentar o que temos de mais mesquinho... Simples assim!
Fazendo das palavras do Pastor Daniel as minhas, a cura e o aprendizado se dará de fato, ...quando permitirmos que o verdadeiro amor traga à alma sofrida, machucada o descanso e não culpa, o perdão e não ressentimento... Principalmente quando lembramos e/ou vemos.
2 comentários:
Ahhhh o amooooorrrrrr.........
Sentimento tão nobre que nos faz sentir alegrias e tristezas, não que o amor traga tritezas, mas seu uso de forma errada traz justamente conflitos internos e reações distintas, descritas acima, trazendo consigo tristezas. Devemos exercitar cada dia o amor da sua forma pura, plena, encontrada da melhor forma no Criador, que entregou Seu próprio filho por amor..., dessa forma teremos dias e vidas melhores, sempre! Agindo assim com certeza estaremos sarando o amor adoentado. :)
Bjos!!!
Então....UM VIVA PARA O AMOR! \O/\O/\O/
Hhehehehe.... :*
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