Ciclos de TROCAS ;)

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

CONFRONTANDO: Um sociopata ou uma confusão?!


Se não fosse irônico seria no mínimo trájico.

            Depois do dia 16/09/2010, por vezes ouvi o termo “Sociopata”. Devido ao meu “estado de nervos” pouco me importei com tal definição, mas depois do dia 18/10/2010....Tudo mudou. Passei a pesquisar, estudar e lê mais sobre o assunto.... Gosto muito de filmes e estórias sobre “serial killers” e psicopatas, mas nunca me atentei ao fato que eles são, um tipo de estagio avançado, uma derivação do sociopata.
          Bem, para ficar mais claro vamos à definição: O Transtorno de Personalidade Anti-Social, vulgarmente chamado Sociopatia, é um transtorno de personalidade caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais, e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros. Tá ai! Entendi então porque muitos usaram esse termo... Continuando: ...Não raramente os sociopatas têm um comportamento agressivo e indiferente que varia de caloroso para frio ou cruel dependendo de como quiser manipular. A maioria dos sociopatas (72%) é do sexo masculino. A maioria dessas pessoas tem uma família desestruturada ou tiveram uma infância difícil, e quando atingem o fim da adolescência ou início da fase adulta, utilizam comportamento violento como meio de se "vingar" do passado, inconscientemente.
          Importante notar que o termo antissocial, na psiquiatria, não significa (como rotineiramente costuma ser entendido) um tipo de inibição social, timidez ou o facto de ser introvertido/reservado, mas sim, atitudes contrárias às regras da sociedade. Nesse caso de timidez ou ser introvertido ou reservado na psiquiatria contemporânea o termo usado é conduta defensiva. Como são pessoas aparentemente distante, fazem uso desse “falso cognado social” para assumirem uma postura de “na dele”, perante a um grupo o qual esteja inserido. E assim, poderem atuar, manipular de forma mais eficiente.
          Eles (sociopatas) possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, (e eu que pensava que era impulsiva, heim?!). Baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Agora foi que tudo virou uma total confusão! Se não existe o remosso, se não existe a culpa, logo o dia 18/10 também não existiu? Eu já tinha a certeza que tudo que eu vivi foi uma mentira, mas eu relamente queria acreditar que eu estava enganada. ...Essas pessoas geralmente são cínicas, manipuladoras, e incapazes de manter uma relação leal e duradoura. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Isso pode ser até verdade, pois a única pessoa que seria capaz de fazer tudo o que foi feito no dia 16/09/10, foi uma que conheci no inicio de 2009. Logo, nada mudou? Ai confusão!!! ...Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa, (o antonimo da bonadade, o contrario do amor). Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter atitudes convincentes para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.
          Não sei se eu, que só me atentei para esse termo agora, mas depois que o conheci, percebi que hoje em dia se fala muito em sociopatia, quem o diga as novelas (principalmente globais). Os sociopatas parecem ter se transformado em queridinhos da sociedade, e assim o senso comum surge com força total e já atribuímos a fulano ou sicrano o tal termo psicopata, serial killer, monstro e segue uma lista extensa. Mas acho que o que não percebemos, pelo ao menos eu, né?! É que há muito tempo existem sociopatas e que de maneira geral convivemos com muitos deles e não nos damos conta. São "vizinhos", "amigos", “namorados”, "compadres", "chefes", "parceiro de copo," "amigo de futebol" e etc... (Adpt. Rockson Costa Pessoa¹)
          O que eu tomo como conclusão é que esse “BOOM” acerca dos sociopatas é apenas um reflexo de nossa própria sociedade. A China vive com o fato de ter criado seus bordelines, afinal com a criação institucional dos "segundos filhos", aqueles que eram desprovidos do apoio do estado, acabou por criar sujeitos bordelines que já começam a causar "transtorno". No Brasil por meio de nossa "fragilidade" nas três forças sociais (Estado, Exército e Igreja) e na ruptura das famílias, acabamos por propiciar a criação de transgressores, sociopatas e psicopatas. Ou seja, o sociopata sempre existiu! Não é um perfil novo, como costuma sugerir as novelas, de maneira alguma. Podemos dizer que o sociopata é aquele indivíduo que não possui um “polimento social" ele é realmente o homem na sua mais pura natureza e essência. É regido por seus instintos, fantasias e desejos... Seus critérios ilógicos, mas que possuem padrões em sua psique. O sociopata há muito já rompeu com a sociedade e se esconderam ao longo da história do mundo atrás de ritos, religiões, tradições, cultura e etc... De certa forma esses ritos até ajudam, afinal o que seria desses sem a igreja? Bem, se foi apenas uma situação para a descoberta de mais um caso de sociopatia, eu, sinceramente, quero acreditar que não. Mas que tudo gerou, é, e foi uma GRANDE confusão, isso... Não se pode negar!

          Há quem diga que os sociopatas já nascem assim, é puramente hereditario. Porém em minhas pesquisas e conversas com amigos da área da psicologia, judicial e educacional compreendi que o ambiente e hereditário se complementam, logo, temos que nos despertar para as coisas como elas são! (Era como se eu tivesse ouvido: - Acorda pra realidade Dulciane!). Não podemos salvar o mundo, mas nossa parte devemos fazer e assim atentar para a educação de nossos filhos para que sejam pessoas de bem e para que eles não venham a ser mais "um a deriva" na vida.

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