Ciclos de TROCAS ;)

São tantas trocas que podemos experimentar, mas tão pouco ainda trocamos.... Então, BOM DIA! BOA TARDE! ou BOA NOITE! :)

terça-feira, 13 de março de 2012

Você! É você?!

Como é achar lindo algo que nunca se viu?
Como é sentir o gosto de algo que nunca se provou?
Como é gostar de alguem que vc nem conhece?
Não sei como responder essas perguntas com palavras... E nem sei e isso é posível... Mas sinto que tenho todas essas respostas. Porque te encontrei!
     Essas são frases recontadas de anedotas de alguma madrugada que poderia ter sido qualquer, mas começou a valer a pena só desse “realise” em diante. Um momento de saudade inescrupulosamente dócil. Um mergulho nessas horas ímpares e capazes de redescobrir aquele estalinho que dá na gente de que, quando a vida resolve ser ela, ela consegue mesmo ser MARAVILHOSA!
     Já tem um tempo que “acordo” com esse turbilhão de palavras ecoando em mimnha mente. Mas só hoje pude concluir tamanha confusão e me entregar a delicia que estar sendo vivenciar tudo isso, só porque te encontrei!
     Mentalizo muito enquanto na mesma cidade, mas longe, pra que mesmo que os dias corram, os meses voem, e o tempo se arraste, o grande lance continue sendo achar surpreendente enquanto escovo os dentes ou lavo uma louça, hiperativa. Enquanto, eu continue vendo em você, desenvolto ao telefone ou quarto e cozinha, todo o clímax de beleza possível e com um certo charme de quase homem que há certo tempo cansou de ser “alone”. Porque é merecido o exercício de ter mais paciência enquanto, indiretamente, a gente sente devagarzinho o amor se alastrar latejando por dentro. Porque não vale a pena, um jeito a gente acha! De alguma maneira, enquanto a gente estaciona para se olhar fundo, bem dentro da íris e vê mais além, nasce de repente um fôlego para impedir que nada quebre a delicadeza de alguns instantes desse calibre. Nesse salto em que, decidida e intensa, eu resolvi submergir. Nesse mar todo de felicidades instantaneamente agudas, eu me nego a sair. Mesmo porque Se eu ficar procurando razões para não estar com alguém, eu sempre vou encontrá-las, é por isso que hoje eu percebo de forma tão clara que às vezes é preciso deixar as coisas fluírem por um tempo e dar ao meu coração o que ele merece.
     Os relacionamentos são muito mais complicados do que as regras, mas as regras nunca vão me dar as respostas para as questões profundas do coração. E nunca irão me amar. E afinal, quem criou as regras? Eu! Sou eu a responsável pela minha felicidade, respeito por mim mesmo e ao meu próximo. Sendo assim, estabeleço um adendo às regras dos relacionamentos inesperados, mas que trazem felicidade. Pois, enquanto dilemas estiverem restritos a situações teóricas, a razão será soberana, mas toda a vez que alguém sensibilizar, tocar, mexer, balançar o outro, as emoções vão assumir o comando. Esse é o velho conflito entre razão e emoção, e sabem qual a função das emoções em nossas vidas? Avalizar, qualificar, dar sentido às nossas escolhas, para que possamos dormir com o coração em paz, depois de horas de descobertas, intimidades e debates sem fim. Nossa! E como eu encontro paz nessas longas horas da madrugada inconstante, irreal, quase presencial! Que a mim chega em forma de gente. Gente que me faz sorri ou que aparece de cara “fechada”. Gente que amo ou que me desperta sentimentos de repulsa. Gente que me acaba, ao mesmo tempo que me eleva. Gente que julgo conhecer e que ainda é  tão desconhecida pra mim. Gente que desconheço, mas que me toca às vezes por um gesto na rua, no face, no cel. Gente que me dá a mão ou  que permanece com os braços cruzados.  Gente que ao mesmo tempo que me faz cúmplice, completa numa felicidade vibrante de quando tudo vai bem, expõe, fio a fio, os defeitos tecidos silenciosamente e que, com a lente colorida de um encantamento profundo, vou ajustando o foco: e só então, me rendo... E me entrego ao maior sentimento do mundo, ainda que desconhecido, porque amor nenhum do mundo, é suficiente que não o maior de todos, o mais imenso, infinito e multiplicado para aceitar até mesmo aquilo que nós humanos, jamais abriríamos mão em outros casos, noutros tempos, com nenhuma outra pessoa, que não aquela; prescrita ou escolhida?!
     Essas são as razões pelas quais eu resolvi despir de vez com uma peça e outra da ansiedade, deixar o tempo das coisas fluir em paz, afrouxar a ideia fixa um pouquinho, diminuir o volume da barulheira mental, mudar o destino do foco só pra variar, mesmo que nem dure muito, costuma criar um lugar de descanso aprazível e reparador na vida da gente.
     Quando não há mais nada que possamos fazer para tentar modificar algumas circunstâncias, o que existe de mais confortável é a liberdade da entrega e a coragem da aceitação de que as coisas possam ser simplesmente como são! E como estão sendo boas....Mesmo que aqui, ainda em mim!
     Isso deve ser porque os sentimentos bons, assim como o O AMOR, deseja um bem imenso para outra vida, não importa o texto, o contexto, os calendários, os relógios todos do mundo. É capaz de muita coisa só pra ver um sorriso de verdade acontecer no rosto amado. Quer ver o outro feliz. E não pode ferir sem ferir-se também. “....e se depender de mim, não haverá sofrer nessa relação...” ^^
 

Dulciane Nunes

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