Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro. Shakespeare disse: "as viagens terminam com o encontro dos apaixonados.".
Que idéia mais extraordinária!
Admira-me constantemente o poder esmagador do amor em alterar e definir nossas vidas. Afinal, você connhece centenas de pessoas ao longo de sua vida, vive momentos extraordinarios com outras que se eternizarão em suas lembranças para daí em diante você conhecer apenas UMA pessoa que derrepente muda a sua vida PRA SEMPRE! Até o seu conheceito de que o "pra sempre" sempre acaba é confrontado com o inevitável fato de que o pra sempre começou AGORA! :)
Mas, em relação a aceitar ou não um fato de tamanha proporção, faz parte de um processo. Afinal a nossa história começou e se mantem como os "flashes" entre uma cena e outra de um filme vivo e especial; que traz em si um relato de esperança, do tipo que está sempre em falta no mundo, e pela a qual sempre há uma forte demanda. E isso assusta!
Por isso que aceitar situações, pessoas, fatos e/ou considera-los ou não, lembra-me, agora, um livro, um romance com histórias épicas de amor. Aqueles livros longos e chatos! Mas confesso, concordo e admiro que poucos são corajosos o suficiente para lê-lo. As linhas, geralmente, não são retas nem paralelas, a letra precisa de aprimoramento caligráfico, as palavras nem sempre significam o que o escritor queria dizer; o narrador diverge entre primeira pessoa do singular...plural..., oculto e onisciente. Mas mesmo assim eu adoro quando alguém resolve lê-lo pra mim.
Mesmo porque o danado do livro do amor tem música dentro, podemos ouvi-la quando abrimos a primeira página. A cada história ela vai trocando de faixa automaticamente, sem nunca parar. Músicas alegres, tristes, aquelas que te fazem chorar, tocam em volume ambiente e todas tem o poder de te agradar, principalmente aqueles sons das páginas mais amareladas.... Um agrado tão nostálgico que até nos permitimos esquecer das suas histórias... até as mais tenebrosas . Há! E inúmeras são as vezes que deixamos ele aberto só para poder dançar! Reviver um pouco aqueles, esses momentos...
Até o dia que o livro se fecha, a música para e ninguém mais o lê. Você se esquece de que ele foi escrito há muito tempo, e foi publicado especialmente para você, sem nunca ter sido finalizado. As páginas já estão até amarelando, pois você cansou de lê-lo e assim, como um livro chato, longo e entediante, ele fica abandonado na prateleira dos dias da semana, sem nem ser notado. Uma olhadinha aqui, outra espiadinha na capa, a mão coça para pegá-lo, mas você é resistente... Até o dia em que um “filme” traz a tona a sua existência, suas memórias e sensações principalmente quando lido por alguém...
Até o dia que o livro se fecha, a música para e ninguém mais o lê. Você se esquece de que ele foi escrito há muito tempo, e foi publicado especialmente para você, sem nunca ter sido finalizado. As páginas já estão até amarelando, pois você cansou de lê-lo e assim, como um livro chato, longo e entediante, ele fica abandonado na prateleira dos dias da semana, sem nem ser notado. Uma olhadinha aqui, outra espiadinha na capa, a mão coça para pegá-lo, mas você é resistente... Até o dia em que um “filme” traz a tona a sua existência, suas memórias e sensações principalmente quando lido por alguém...
Então o livro é novamente retirado da estante. A poeira voa pelo ar, e você abre exatamente na página que deixou para trás, sem precisar de marcador. Puxa dobraduras como uma criança, relê algumas passagens, sorri discretamente, ouve uma das músicas de sua preferência, até que encontra a sua história favorita! Depois de uma olhada por cima pensa: "eu sou capaz de gostar?!”, “um dia eu fui capaz de amar!”, “disso?! Ou...daquilo?!”, “mas sim! Eu fui feliz em me deixar envolver...”. Chega então o momento que você pega uma caneta e começa a escrever com o pensamento focado em dar outro final, mas é incapaz de fazê-lo. O tom da leitura agora é outro e ele o cativa novamente.
E assim, resolve escrever um novo conto. Olha algumas páginas em branco e torce para que esta seja a história final do único livro que você muda conforme quer, e confia na esperança de que pode esperar até a eternidade para ser lido, relido, escrito, reescrito, sentindo, manuseado, amassado... Mas nunca, esquecido!

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